O candidato do PSB ao governo paulista, Paulo Skaf, iniciou nesta terça-feira (6) suas atividades de campanha nas ruas com uma caminhada no centro da capital. Acompanhado da candidata a vice, Marianne Pinotti, e de cerca de 200 pessoas, entre militantes do partido e simpatizantes, ele percorreu a Rua 25 de março e o entorno, onde conversou com lojistas e compradores. Skaf apontou o alto custo dos pedágios como um dos maiores problemas do Estado e defendeu o projeto do “Sem Pagar”, que propõe o abatimento dos valores pagos nas rodovias no IPVA dos veículos.
“A questão dos pedágios é um dos maiores problemas do Estado. O que se cobra é um roubo”, afirmou Skaf, lembrando que na última semana a Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado) divulgou novos reajustes. Com esses aumentos, os custos de pedágios em uma viagem da capital a São José do Rio Preto (ida e volta) chegam a R$ 123,10 para veículos de passeio, valor que é de mais de R$ 490 para um caminhão com quatro eixos.
O projeto “Sem Pagar” prevê que os valores pagos em pedágios possam ser utilizados para abatimento do IPVA na parcela desse imposto que cabe ao Estado – são 50% para o Estado e 50% para as prefeituras. Skaf deu um exemplo. “Alguém que tenha um IPVA de R$ 1 mil a pagar poderá ter um desconto de até R$ 500 conforme o que gasta com pedágios”, disse. A renúncia fiscal estimada com o projeto fica em torno de R$ 1 bilhão ao ano.
Na caminhada na região da 25 de Março, Skaf apontou as principais demandas do Estado. “Em 1990, as pesquisas mostravam que os principais problemas de São Paulo eram saúde, educação e segurança. Passaram-se 20 anos, e os problemas continuam os mesmos”, afirmou. “Proponho novas soluções para velhos problemas.”
Skaf também afirmou que sua candidatura é uma alternativa real à histórica disputa entre PSDB e PT em São Paulo. “Finalmente, existe a possibilidade de mudar. São sempre os mesmos nomes e as mesmas propostas. Agora, temos a novidade”, comentou.
O candidato do PSB irá realizar nas próximas semanas uma caravana pelas 15 regiões administrativas do Estado, mais as duas que pretendo criar, em Itapeva e São João da Boa Vista, colhendo propostas e apresentando suas idéias. Entre elas, está a descentralização das decisões de governo, com a criação de 17 subgovernadorias nas regiões administrativas. Esses órgãos teriam autonomia orçamentária e a participação de representantes locais na definição das prioridades.